O custo de não fazer nada não aparece na fatura
Ninguém emite um recibo pelas horas que se perdem a copiar dados de um sítio para outro, a procurar um ficheiro que alguém guardou noutro lado, ou a ligar a um cliente para confirmar uma marcação que estava num papel. É por isso que este custo é o último a ser cortado: é o único que não se vê.
Uma conta simples: se três pessoas perderem cinco horas por semana em tarefas que um sistema faria sozinho, são 780 horas por ano. A um custo modesto de 12 € por hora, são mais de 9.000 € anuais - várias vezes o que custa a plataforma que os eliminaria.
Há obrigações que já não esperam
Faturação certificada, SAF-T, comunicação de séries à Autoridade Tributária, RGPD com registo de tratamentos atualizado, e - para quem trabalha com o setor público - acessibilidade nos termos do Decreto-Lei 83/2018. Nada disto é opcional, e o custo de resolver à pressa é sempre superior ao de resolver com plano.
E há dinheiro à espera de ser usado
O Vale Digitalização do Portugal 2030 apoia PME na aquisição de serviços de transformação digital, a fundo perdido, com taxas de comparticipação que podem chegar aos 75 %. A candidatura tem trabalho, e é trabalho que fazemos por si.
Por onde começar
Pelo mais barato de calcular: as licenças de escritório que já paga. É quase sempre aí que está a poupança que financia tudo o resto.
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